Polo Criativo Tecnológico: como o Setor Comercial Sul pode renascer

Estudo detalhado propõe um plano de 10 anos para revitalizar a área com hubs de inovação, cultura e novos negócios; conheça as diretrizes

A Universidade Católica de Brasília (UCB) concluiu o estudo para a criação do Polo Criativo Tecnológico do Setor Comercial Sul (SCS). O projeto foi desenvolvido com fomento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), que investiu R$ 1,5 milhão por meio do programa Desafio DF.

A iniciativa contou com a parceria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF) e da Universidade de Brasília (UnB). O material reúne relatórios técnicos que orientam a estruturação e implementação do polo em uma das áreas mais tradicionais de Brasília.

Localizado no centro da capital, o SCS tem intensa circulação de pessoas e diversidade de serviços. No entanto, enfrenta desafios como imóveis ociosos, degradação e baixa permanência de público em certos horários. Os relatórios apontam a necessidade de ações integradas para revitalizar a área.

Para Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF, o estudo reforça a importância de usar dados e evidências na gestão pública. “A maneira de se gerir políticas públicas é partir de evidências, de dados, de olhar atento à realidade para então construir o ecossistema de inovação da nossa cidade”, afirmou.

Retrato do Setor Comercial Sul

A primeira etapa do projeto traçou um diagnóstico da região. A pesquisa mapeou o ecossistema criativo e social com dados quantitativos e qualitativos, incluindo entrevistas, grupos de discussão e observação de campo.

O levantamento identificou mais de 5,5 mil CNPJs registrados no local e realizou 482 entrevistas com estabelecimentos. O estudo mostrou que o SCS já abriga restaurantes, bares, galerias de arte, pequenos teatros e empresas de tecnologia, software e consultoria. A proposta é articular essas vocações com novas oportunidades de negócio e inovação.

Plano estratégico e propostas

A segunda fase detalha um plano estratégico para o período de 2026 a 2036. O documento propõe que o SCS seja visto como um ecossistema urbano, produtivo e cultural, com ações de curto, médio e longo prazo. As diretrizes incluem:

  • Criação de hubs de inovação;
  • Reocupação de imóveis e incentivo ao retrofit;
  • Formação de talentos e atração de novos negócios;
  • Ampliação de serviços de apoio ao empreendedorismo.

A terceira etapa desenvolveu um modelo urbanístico digital e físico para o setor. O relatório inclui laudo técnico, maquete digital 3D e cenários de intervenção. As propostas visam a melhoria do espaço público, acessibilidade, mobilidade e ocupação de áreas subutilizadas.

O projeto também sugere uma estrutura permanente de governança, com a participação de diferentes atores que atuam no SCS, para fortalecer a coordenação das ações. Segundo o coordenador do projeto, Alexandre Schirmer Kieling, a meta é reposicionar a área no imaginário da população. “O objetivo é posicionar o SCS como um território de prática cotidiana efervescente”, destacou.

Com a conclusão, o estudo entrega uma base técnica para apoiar decisões futuras sobre governança, ocupação, cultura, inovação e desenvolvimento econômico da área central de Brasília.

  • Com informações da Agência Brasília

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação/Seduh-DF