Tendas de hidratação contam com apoio do programa Jovem Candango

Adolescentes são responsáveis pela coleta de dados da população para preenchimento de formulários; ao todo, serão remanejados 600 colaboradores, conforme a demanda dos espaços

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Desde quinta-feira (22), as tendas de hidratação de pacientes com dengue espalhadas pelo Distrito Federal contam com a atuação dos participantes do Jovem Candango. Os adolescentes de 15 a 16 anos auxiliam em atividades administrativas, como o preenchimento dos formulários de cadastramento dos pacientes. A parceria entre as secretarias de Saúde (SES-DF) e da Família e Juventude (SEFJ-DF) permite o remanejamento temporário de 600 jovens – nenhum deles é envolvido em serviços destinados aos trabalhadores de saúde.

O efetivo será dividido por turnos conforme os horários já seguidos pelo programa. Das 8h às 12h, 300 participantes estarão nas tendas; os demais, das 14h às 18h. Os adolescentes passaram por treinamento junto à SES-DF, responsável também pela supervisão, suporte e orientação das atividades realizadas. O término dos serviços está vinculado ao fim do decreto de emergência no âmbito da saúde no DF, publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) de 25 de janeiro deste ano.

Demanda

“Esses jovens vão receber uma anotação na Carteira de Trabalho pela prestação de serviço público de relevância, e, no final da situação de emergência, vão receber um certificado de moção de louvor por terem ajudado no combate à dengue no Distrito Federal”, salienta o secretário da Família e Juventude, Rodrigo Delmasso.

Segundo o subsecretário de Empregabilidade e Empreendedorismo da Juventude, Frederico Carneiro Couto, os jovens serão chamados conforme a demanda dos espaços. “A tendência é que tenhamos seis jovens pela manhã e seis pela tarde, sendo que cada um ficará até dois meses nas tendas para que não perca as atividades dentro dos órgãos em que trabalha”, detalha.

O diretor de Estratégia de Saúde da Família da SES-DF, Sandro Rodrigues, afirma que a medida permite que os profissionais da saúde tenham como foco o tratamento dos cidadãos. “O serviço administrativo é importante, mas ainda mais importante é atender as pessoas que buscam os serviços de saúde”, defende. “O governo está contra a dengue e une forças para combater o mosquito de todas as formas possíveis”.

Experiência valiosa

Os estudantes Luiz Carlos Corrêa, 16, e Yasmim Ângelo de Brito, 17, foram alocados na tenda de Samambaia. Com caneta e bloco de anotações, eles coletam os principais dados dos pacientes. “Quando chegamos, havia só duas pessoas atendendo e muitas esperando”, lembra Luiz. “Depois que chegamos, melhorou, diminuiu o tempo de espera. Me sinto ajudando a população”.

Yasmim conta que a passagem pelas tendas será incluída no currículo profissional. Ela pretende se formar na área da saúde, e antecipa que o foco será o atendimento ao público. “Nunca imaginei que teria essa experiência”, diz. “Aprendi muito sobre como organizar informações, cuidados no atendimento ao público e até sobre o cartão do SUS, que eu não conhecia”. Tanto ela quanto Luiz, que moram em Samambaia, estão no Jovem Candango há cerca de quatro meses.

Desde 20 de janeiro, quando começaram a funcionar, as tendas de acolhimento já atenderam mais de 40 mil pessoas. Atualmente, o serviço está disponível em Ceilândia, Sol Nascente/Pôr do Sol, Samambaia, Sobradinho, São Sebastião, Estrutural, Recanto das Emas, Brazlândia e Santa Maria. Onze novas instalações serão abertas em breve, em Vicente Pires, Varjão, Gama, Taguatinga, Guará, Plano Piloto, Paranoá, Planaltina e Águas Claras, enquanto Ceilândia e Samambaia receberão a segunda unidade.

O atendimento é prestado de segunda a domingo, das 7h às 19h. A população tem acesso a testes rápidos de dengue, acolhimento de pessoas com sintomas e hidratação dos pacientes com a doença, além de informações sobre combate ao mosquito, descarte correto de lixo e espaço para denúncias de locais com possíveis focos.

Onde buscar atendimento

Pessoas com sintomas de dengue considerados leves devem procurar a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima ou alguma das tendas de acolhimento. Os primeiros sinais da doença são febre alta (acima de 38ºC), dores no corpo, nas articulações, atrás dos olhos, mal-estar, falta de apetite, cefaleias e possíveis manchas vermelhas pelo corpo.

No caso do surgimento de sintomas mais graves, a indicação é ir a uma unidade de pronto atendimento (UPA) ou a um dos hospitais regionais. Os sinais de alarme são dores intensas na barriga, vômitos persistentes, sangramentos no nariz, na boca ou nas fezes, tontura e cansaço extremo.

Todas as 176 UBSs do Distrito Federal estão preparadas para receber a população. Desse total, 11 funcionam de segunda a sexta-feira em horário ampliado, das 7h às 22h; 52 abrem aos sábados, das 7h às 12h; dez funcionam aos sábados e domingos, das 7h às 19h, e outras 49 acolhem também aos sábados, das 7h às 12h. Veja a lista com endereços das unidades

As tendas de atendimento estão instaladas nas administrações regionais. Confira, abaixo, os endereços.

→ Samambaia – Quadra 302, Conjunto 13 Lote 05

→ Brazlândia – Setor Tradicional, Quadra 16

→ Ceilândia – QNM 13 Módulo B, Área Especial, Ceilândia Sul

→ Sol Nascente – SHSN Vc 311, Trecho II, Sol Nascente/Pôr do Sol

→ Sobradinho – Quadra Central, Setor Administrativo, Lote A

→ Recanto das Emas – Av. Recanto das Emas, quadras 206/300, Centro Urbano

→ São Sebastião – Quadra 101, Conjunto 8

→ Estrutural – Setor Central, Área Especial 5, s/nº

→ Santa Maria – Quadra Central 1, Conjunto H, Lote 1.

Por Catarina Loiola da Agência Brasília 

Foto: Joel Rodrigues/Agência Brasília / Reprodução Agência Brasília