Taxa de desemprego no DF cai 1,4% em cinco meses

De acordo com dados da Codeplan, o desemprego retornou a se equiparar aos dados de 2019, após um crescimento devido à pandemia de covid-19

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Divulgado recentemente pela Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal (Codeplan), a Pesquisa de Emprego e Desemprego referente ao mês de agosto mostrou que 304 mil brasilienses estão desempregados, um número equivalente a 18,2% da população economicamente ativa do Distrito Federal. Em abril deste ano, um mês após o lockdown de 30 dias imposto pelo Governo do Distrito Federal (GDF), a porcentagem era de 19,6%, quando haviam 322 mil pessoas sem trabalho.

A partir do mês seguinte, a porcentagem de desempregados começou a ter uma gradativa diminuição, em maio, o número era de 19,4%, em junho, a taxa era de 18,7%, e em julho, o número de pessoas sem emprego no Distrito Federal era de 18,2%. 

A Pesquisa de Emprego e Desemprego separa as regiões administrativas do Distrito Federal em três grupos, classificando-as como renda alta-média (Grupo 1), renda média-baixa (Grupo 2) e renda-baixa (Grupo 3). Segundo a Codeplan, Águas Claras, Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Sobradinho I e II, Taguatinga e Vicente Pires fazem parte do Grupo 1. O Grupo 2 é formado por Brazlândia, Ceilândia, Planaltina, Riacho Fundo, Riacho Fundo II, SIA, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião. Já o terceiro grupo, considerado de baixa renda, comporta as RA’s da Fercal, Itapoã, Paranoá, Recanto das Emas, Estrutural e Varjão.

Nas cidades de renda alta-média, 15,6% da população economicamente ativa está desempregada, nas cidades de renda média-baixa o número é de 22%. A taxa nas regiões de renda baixa corresponde a 22,4%.

 Em comparação, ao analisar a pesquisa disponibilizada pela Companhia de Planejamento do Distrito Federal (Codeplan) no mês de agosto de 2020, durante o primeiro pico da contaminação do coronavírus na capital federal, informava-se que 15,8% do Grupo 1 estava procurando trabalho, enquanto 22,5% do Grupo 2, e 28,1% do Grupo 3 (de baixa renda) estavam desempregados. O último grupo foi o mais afetado com a pandemia de covid-19, e em um ano, a taxa de desempregados dessa população caiu 5,6%.

De acordo com o economista William Baghdassarian, o decréscimo do desemprego pode se relacionar com o andamento da vacinação no Distrito Federal, já que com a diminuição da atividade econômica, muitos setores começaram a demitir funcionários. De acordo com ele, um maior investimento do ramo da construção civil poderia fazer com que o número caísse ainda mais, já que contrata pessoas de mão-de-obra desqualificada e de grande volume.

Apesar da diminuição de quase 2% em cinco meses, para Baghdassarian, a diminuição da taxa de desemprego é relativamente modesta e deve ser vista com cautela. “Devemos lembrar que 18% mais ou menos quer dizer que uma em cada cinco brasilienses que procuram emprego estão desempregados, esse número já chegou perto de 5% da economia”, afirma. 

A Codeplan apresentou também dados sobre a população inativa, referente aos maiores de 14 anos que não estão inclusos no mercado de trabalho. O órgão afirma que 35% dos inativos não trabalham porque são aposentados, já 19,2% estão fora do mercado de trabalho porque se dedicam aos afazeres domésticos,  22,6% porque só se dedicam aos estudos, e 21,5% por outros motivos não especificados.

Cresce o número de trabalhadores autônomos:

Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Companhia de Desenvolvimento do Distrito Federal (Codeplan), existem 25.400 autônomos no Distrito Federal, de acordo com dados obtidos em agosto deste ano. Na pesquisa anterior, realizada em julho, era contabilizada a existência de 24.400 trabalhadores informais. Os dados demonstram que 1.000 novos brasilienses começaram a conquistar a sua renda financeira neste formato de trabalho, um aumento de 4,1% em apenas um mês.

Em agosto do ano passado, existiam 20.900 trabalhadores autônomos atuando pelo Distrito Federal. No mês de início da pandemia de covid-19, em março de 2020, eram contabilizados 21.100 informais. Já em março de 2019, um ano antes do surgimento da doença na capital federal, a Codeplan informou a existência de 19.000 ambulantes. 

De acordo com informações obtidas com a Secretaria de Estado de Cidades do Distrito Federal, o Plano Piloto é a Região Administrativa que mais recebeu pedidos de cadastro de novos trabalhadores ambulantes, com 664 pedidos desde 2019. Em seguida, as cidades de Taguatinga, com 173 permissões aprovadas, e Águas Claras, com 153 solicitações em um período de dois anos.

Por Redação do Jornal de Brasília com informações de Sandra Barreto da Gazeta do DF

Foto: Jornal de Brasília