Celina Leão anuncia novo protocolo de atendimento para casos de dengue no SUS

GDF se reuniu nesta quarta com representantes de hospitais particulares para implementar novo padrão na rede privada

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A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta quarta-feira (13) um novo protocolo de atendimento para casos de dengue na rede pública, elaborado pelo Ministério da Saúde. O novo modelo estabelece a classificação de quatro grupos de risco da doença, desde o A, com manifestação mais branda da dengue, até o D, com sintomas de gravidade.

No Palácio do Buriti, Celina trata do protocolo com representantes de mais de 20 hospitais privados do DF, a fim de solicitar a atenção padronizada com o novo protocolo em cada uma das unidades hospitalares. A reunião iniciou por volta das 16h e seguiu por mais de duas horas e meia no Salão Nobre do Executivo.

Em coletiva, a vice-governadora destacou que a integração de protocolos entre a rede pública e a rede privada é de extrema importância para a identificação e monitoramento dos casos de dengue, sejam leves ou de gravidade, levando a óbito.

“Há uma necessidade de nivelamento de protocolos e procedimentos, e é isso que estamos fazendo no GDF. Chamamos a rede privada para a gente discutir, porque o que estamos enfrentando não é nada do que passamos nos últimos 10 anos”, disse Celina. “Estamos solicitando a colaboração de todos [os hospitais privados, para que sigam o novo protocolo de atendimento da dengue].”

Estudos sobre mutações

Em razão do aumento dos casos, principalmente os de óbitos, a o Governo do DF convocou institutos de pesquisa para levantar novos estudos sobre a doença na capital. A intenção é investigar se há mutações genéticas entre os quatro sorotipos de dengue conhecidos hoje pela ciência e pela medicina, e averiguar o que pode ser feito para diminuir as mortes e a proliferação do vírus pelo mosquito Aedes aegypti.

“Ano passado nós tivemos um óbito. […] Nesse momento a gente precisa de estudar mais a respeito. Já fizemos isso no DF. Chamamos a Fiocruz, o Ministério da Saúde, a UnB, para que a gente possa estudar realmente o que estamos vivendo no Brasil”, destacou a vice-governadora.

Paralelamente aos estudos, Celina ressalta que os casos de óbito da rede pública têm sido compartilhados com a privada e que há um pedido “para que não subnotifiquem os casos”, a fim de enfrentar o problema “na linha de frente”, conforme defendeu.

“Não subestimem a doença”, apelou Celina. “A dengue de agora é uma dengue que desidrata em 24h, que pode levar a uma situação de coma em 24h [o que não acontecia nos anos anteriores]. O protocolo é simples: hidratação. Em caso de ter tido atendimento e hidratação, se voltar a ter diarreia e vômitos, tem que voltar para o SUS ou para o hospital privado”, pediu.

Por Vítor Mendonça do Jornal de Brasília

Foto: Jornal de Brasília / Reprodução Jornal de Brasília