Caesb ressalta que reserva de água no DF não está ameaçada

Após publicação do JBr, órgão esclareceu que não há motivos para preocupação quanto à segurança hídrica no DF

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Após publicação de matéria do Jornal de Brasília sobre a redução de aproximadamente 25% da capacidade do reservatório do Lago do Descoberto em 60 dias, a Companhia de Água e Esgotos de Brasília (Caesb) ressaltou algumas medidas de segurança hídrica tomadas no Distrito Federal para a manutenção da estiagem nesta época de seca.

De acordo com a Companhia, parte da colaboração para garantir que haja água em boas quantidade e qualidade é de responsabilidade da sociedade civil do DF, utilizando os recursos hídricos de forma racional, evitando o desperdício e, consequentemente, a escassez nestes meses sem chuva, típicos do inverno brasiliense. As precipitações não caem na capital federal há mais de 80 dias.

“O período de estiagem, em especial, demanda ainda mais atenção por parte de todos os usuários de recursos hídricos e atores envolvidos nesta temática, pois temos um período anual de seca bem demarcado, onde é natural a redução da vazão nos corpos hídricos pela ausência de chuvas”, destacou o órgão em nota ao JBr.

Segundo a Caesb, a redução do nível de água nos reservatórios do Descoberto, Santa Maria, Paranoá e Corumbá são comuns nesta época do ano porque são utilizados para suprir as necessidades das Regiões Administrativas do DF, principalmente as que detêm algumas das maiores quantidade populacionais, como Ceilândia, Samambaia e Taguatinga – abastecidas pelo Lago Descoberto –, além do Plano Piloto – com suprimento pela reserva Santa Maria.

Conforme o nível dos reservatórios diminui, tanto a Caesb quanto a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do DF (Adasa) monitoram o comportamento dos mananciais. Sendo assim, quanto à totalidade do abastecimento dos reservatórios, a variação da quantidade de água irá depender do contexto de estiagem de cada ano.

“Tais ações são pautadas em iniciar o período de estiagem com bons volumes reservados nos mananciais, sendo que o comportamento dos níveis é afetado não apenas pela água captada para abastecimento humano, mas, também, por outros fatores como o escoamento de base das águas subterrâneas – responsáveis por disponibilizar água aos rios e córregos mesmo com a ausência de chuva durante a seca – que podem ser diferentes entre os anos”, continuou a Caesb em nota.

Desta forma, a Caesb esclareceu que se preparou para o enfrentamento do período de estiagem com o aumento da sua capacidade de produção de água com os sistemas Bananal (700 litros por segundo), Lago Paranoá (idem) e Corumbá (1.400 L/s), totalizando um incremento de 2.800 litros por segundo no abastecimento.

Assim, com a chegada do reservatório Corumbá, inaugurado em abril deste ano, a Caesb destacou ainda que “consegue poupar o Sistema Descoberto e fazer com que o nível do reservatório diminua mais devagar até a chegada do período chuvoso, com previsão de início para os meses de outubro e novembro”.

O superintendente de Gestão Operacional da Caesb, Cristiano Gouveia, afirmou que o órgão tem diferentes atuações para garantir que a água seja distribuída para a população do DF de forma segura e eficaz. “As ações [da Caesb] vão desde a ampliação de sistemas produtores de água, passando pela instalação ou reforma de unidades operacionais, ações para controle e redução de perdas, educação ambiental, proteção de mananciais, automação de processos industriais, entre outras”, finalizou.

Por Vítor Mendonça do Jornal de Brasília com informações de Sandra Barreto

Foto: Agência Brasília