Uma organização criminosa voltada para a prática de roubos, furtos, receptação e tráfico de drogas utilizava pessoas em situação de rua para movimentar e ocultar entorpecentes no Cruzeiro e no Sudoeste. O grupo aproveitava a vulnerabilidade social dessas pessoas como engrenagem para viabilizar a cadeia de abastecimento na região. Três mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quarta-feira (19/8), com alvos na Estrutural, no Cruzeiro e no Sudoeste.
A apuração foi conduzida pela 3ª Delegacia de Polícia (Cruzeiro) no âmbito da Operação Ocultos, batizada justamente em referência ao uso dos moradores de rua como peça “oculta” do esquema. As investigações revelaram que os envolvidos cometiam roubos e furtos e, com o dinheiro ilícito, adquiriam as drogas para comercializá-las nas mesmas áreas. O grupo operava com coesão familiar, sendo que parte considerável dos autores possui laços de parentesco e histórico de outros delitos cometidos em conjunto.
Fachada e divisão de tarefas
Na divisão de tarefas do núcleo criminoso, dois investigados atuavam permanentemente nas imediações da Comercial do Sudoeste. Um deles utilizava o comércio ambulante de paçocas como fachada para dissimular a venda de entorpecentes e garantir a aproximação com pessoas em situação de rua. Outro integrante utilizava a relação de proximidade e confiança construída com essa população vulnerável para se infiltrar no meio e coordenar o repasse da droga.
As ordens judiciais expedidas foram divididas conforme os núcleos de atuação da quadrilha. Para desarticular a célula responsável por roubo e tráfico de drogas, as equipes cumpriram oito mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva na Estrutural, local de residência dos investigados que atuavam no Cruzeiro e no Sudoeste.
No núcleo destinado ao furto e receptação de bens subtraídos, foram direcionados quatro mandados de busca contra alvos dessas mesmas regiões. A polícia ainda cumpriu um mandado de busca focado especificamente na estrutura de tráfico que explorava as pessoas em situação de vulnerabilidade.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação/PCDF











