Um guia de prevenção e combate ao assédio no trabalho foi publicado pela Comissão de Prevenção e Combate ao Assédio (CPCA), presidida pela Controladoria-Geral do DF (CGDF), para orientar os funcionários a identificar situações de abuso no ambiente profissional.
O material destaca que o assédio não ocorre apenas “de cima para baixo”. Segundo o guia, o assédio vertical ascendente ocorre quando subordinados criam um ambiente hostil para o gestor ou gestora, utilizando práticas repetitivas de desqualificação, isolamento ou sabotagem. Outros exemplos são boicote a instruções da chefia, difamações, piadas internas, exclusão deliberada e atrasos provocados deliberadamente para comprometer o trabalho da liderança.
Embora menos frequente que o assédio descendente, o assédio ascendente está relacionado a fatores como resistência a novas lideranças, preconceitos de gênero, etarismo e disputas de poder dentro das organizações.Play Video
Com base no documento, é fundamental saber identificar esses comportamentos para garantir a devida proteção e encaminhar denúncias. A publicação da Comissão também destaca a importância de diferenciar o assédio moral de divergências naturais do ambiente de trabalho. Discussões pontuais, cobranças legítimas por metas e feedbacks construtivos, os chamados “atos de gestão”, desde que realizados com respeito, não configuram assédio. O assédio somente se caracteriza quando evolui para situações frequentes de humilhação, isolamento deliberado ou tentativas sistemáticas de desestabilizar o profissional e comprometer a execução de seu trabalho.
Denuncie
Ouvidoria dos órgãos e entidades do GDF — pode ser em qualquer ouvidoria;
Site participa.df.gov.br;
Telefone 162 (canal gratuito);
Os canais estão disponíveis para servidores, colaboradores, estagiários e para a população em geral.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação/CGDF













