Uma organização criminosa movimentou centenas de milhões de reais manipulando vítimas em todo o Brasil, entre elas uma no Distrito Federal. Três integrantes foram alvos de mandados de prisão temporária por suspeita de atrair pessoas para investir em uma suposta empresa internacional de alta rentabilidade. O grupo convencia as vítimas a instalar programas de acesso remoto em seus computadores, utilizar plataformas falsas de investimento e realizar depósitos que, em teoria, retornariam com lucros elevados.
A ação dos criminosos era baseada em um esquema de pirâmide financeira, no qual as vítimas eram induzidas a acreditar que a empresa oferecia altos rendimentos. Para transmitir credibilidade ao golpe, o grupo simulava pagamentos de falsos lucros, fazendo com que os investidores acreditassem que o empreendimento era legítimo. Com isso, as vítimas realizavam um depósito após o outro.
De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), quando as vítimas tentavam sacar os valores investidos, eram informadas de que seria necessário realizar novos aportes para liberar o resgate. Posteriormente, tinham o acesso à plataforma bloqueado e perdiam completamente o contato com os supostos consultores financeiros, assim como todo o dinheiro investido.
Os recursos obtidos com o esquema criminoso eram pulverizados por meio de contas de passagem, empresas de fachada e operações envolvendo criptoativos, dificultando o rastreamento da origem e do destino do dinheiro.
Ainda segundo a polícia, um dos investigados chegou a movimentar milhões de reais em diferentes instituições financeiras, apesar de declarar renda modesta e ter recebido Auxílio Emergencial durante a pandemia. Uma das empresas ligadas ao grupo possuía capital social declarado de apenas R$ 1 mil, mas movimentava milhões de reais, levantando suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro.
A Operação Quéops — batizada assim em referência ao faraó que ficou famoso por construir a Grande Pirâmide de Gizé — é realizada pela Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão às Fraudes (DCV/Corf), que cumpriu três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão contra os integrantes da organização criminosa. Os investigados poderão responder, conforme a participação individual de cada um, pelos crimes de lavagem de dinheiro, estelionato eletrônico, associação criminosa e demais delitos eventualmente identificados no decorrer das investigações.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Marcello Casal / Agência Brasil











