Corumbá de Goiás completa 296 anos nesta quinta-feira (9/7). Localizado no coração do Cerrado, o município começou seu povoamento em 1731, a partir da expedição do ouro e da mineração dos Rios Corumbá e Ribeirão Bagagem. Atualmente, riquezas podem ser encontradas por lá: a natureza abundante, a história e o turismo sustentável e de experiência.
Um dos cartões-postais de Goiás, a cidade faz parte da Rota dos Pirineus. Com arquitetura colonial, paisagens, cachoeiras e a produção de vinhos e queijos, Corumbá tem se destacado como rota turística. A cidade também é o ponto de partida do Caminho de Cora Coralina, trilha de 300 km que cruza as cidades históricas de Goiás. Possui 11 mil habitantes e recebe até 120 mil visitantes por mês na alta temporada.
Um dos maiores parques do estado e localizado dentro do município, o Salto Corumbá possui 7 cachoeiras, trilhas e outras possibilidades de passeio e aventura. Rodrigo Estivallet, proprietário do parque, conta que “as pessoas vão até Corumbá de Goiás em busca de contato com a natureza, para viver experiências e estar em um contexto de desaceleração e contemplação”, diz.
Outra atração é o Instituto Nex No Extinction, criadouro conservacionista especializado em felinos ameaçados de extinção. Residência de 25 onças-pintadas cuidadas pela organização, o local prepara os animais para retornarem ao seu habitat natural e pode ser visitado por turistas que desejam vê-los de perto.
Tombado
A secretária de Turismo, Gheovanna Lowrranny, explica que é um momento estratégico para o desenvolvimento turístico de Corumbá, que tem desenvolvido, juntamente com o Sebrae, um plano para tornar o município um Destino Turístico Inteligente, certificado do Ministério de Turismo para municípios que usam a inovação, sustentabilidade e acessibilidade no território. “Estamos implementando as mudanças necessárias para que nosso destino alcance mais pessoas”, aponta.
Repleto de memória, o centro histórico da cidade é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) desde 1933 pela sua importância cultural. Além disso, possui o Museu de Arte Sacra, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha de França, e uma centena de construções coloniais preservadas.
Para o professor de história Ramir Curado, Corumbá preserva sua cultura pelo tempo. Ele pontua as manifestações culturais presentes no território: “Entre as tradições folclóricas da região estão as cavalhadas que acontecem em setembro, na festa de Nossa Senhora da Penha, as folias em maio e junho na Festa do Divino Espírito Santo e a popular semana santa da cidade”, lista.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação/Salto Imperial











