Marotinga 2026: Pais incentivam filhos pequenos à prática da corrida

Crianças atletas de diversas idades disputaram, nesse domingo (7/6), a primeira edição da corrida infantil realizada pelo Correio Braziliense

Na primeira edição da Marotinga, corrida infantil realizada pelo Correio Braziliense, o clima foi de animação desde as primeiras horas da manhã desse domingo (7). O evento nasceu da corrida Marotinha, realizada no Distrito Federal desde 1992, como extensão da tradicional Maratona de Brasília. Durante a prova, realizada nas proximidades do Taguatinga Shopping, os pequenos atletas não se intimidaram com o frio ao disputar as baterias que variaram entre 50 e 700 metros — de acordo com a idade dos corredores.

Com a participação de mil crianças na corrida, o idealizador Miguel Jabour, diretor de Relações Institucionais do Correio, explicou que a Marotinga surgiu para atender ao pedido dos pais e dos pequenos. “O evento tem que ser democrático, tem que estar em tudo que é lugar, tem que ir pra Ceilândia, tem que ir para Samambaia”, ressaltou. “A ideia é prestigiar o aniversário da cidade de Taguatinmga. Tivemos um apoio fantástico em primeira mão do Taguatinga Shopping”, comenta. Jabour destaca que levar a corrida para outras regiões administrativas também é um vontade da equipe.

Vitória Alves, de 12 anos, venceu a prova da sua bateria de 700m, disputando com outras três competidoras. A menina corre desde os quatro anos e pretende seguir carreira no esporte. “Eu gosto da adrenalina quando a gente está correndo rapidão e o vento vai na nossa cara. Eu achei que foi muito legal a corrida, corri com outras meninas muito boas”, conta Vitória, que diz que pretende correr para sempre e já tem um objetivo em mente. “Eu quero ir para as Olimpíadas de 2028”, comenta a pequena grande corredora.Play Video

O incentivo de Vitória no esporte vem do pai. Vinícius Alves foi atleta profissional por 28 anos e quando percebeu que a filha teria um bom biotipo para corrida, colocou Vitória para começar a treinar. ” Ela já nasceu com talento. Hoje ela já tá com a seleção brasileira. A treinadora dela é a Vida Aurora, que é corredora de pista. E a ideia é levar ela pra pista”, destaca o pai de Vitória. Sobre o evento, Vinícius comenta que o esporte é a chave para mudança. “Incentivar o esporte é o que a gente tem que fazer pra tirar as coisas ruins que existem no mundo. Esporte é vida, esporte é fantástico”, ressalta.

Cristiano Martins e Bianca Ferro tem o costume de levar a filha Marcela para competir. Em outubro do ano passado, a pequena, de seis anos, também venceu a Marotinha, corrida organizada pelo Correio Braziliense. Muito emocionado, Cristiano relata a emoção de ver Marcela brilhar na pista. ” Isso é orgulho pra gente, para toda a família. A gente incentiva muito desde pequena”, conta. A mãe, Bianca, conta que deixa claro quais devem ser os objetivos da filha nas provas.

“Nós dois somos professores de educação física, então a gente sempre fala que o mais importante é ela brincar, se divertir, fazer um jogo limpo. Mas é claro que ganhar é bom demais. Eu acho que a gente precisa deixar esse recado pros pais. O quão importante é o esporte e o quanto isso faz diferença na vida. A gente quer seguir por esse caminho”, destaca Bianca, que pretende que logo menos, o caçula Davi entre no esporte também.

Outra história que chamou a atenção foi a da família de Cláudio Montalvão, 52, morador de Águas Claras. Pai de Gabriel, 12, e Isabelle, 8, campeões em suas respectivas categorias, ele acompanhou de perto a chegada dos filhos e celebrou o resultado como uma recompensa pelo esforço acumulado ao longo dos anos. “Sentimento é de muita alegria, muita satisfação. É fruto de muito trabalho”, resumiu.

Cláudio contou que os dois filhos correm desde os três anos de idade e que a prática esportiva faz parte da rotina familiar. Além de formar atletas, ele afirmou que o objetivo é incentivar hábitos saudáveis. “A gente quer que eles cresçam com essa ideia de sempre praticar esporte, porque isso é bom para a saúde e para a vida”, destacou.

O pai relembra que o interesse pela corrida surgiu de forma espontânea, especialmente com Gabriel. As constantes reclamações da escola de que o menino passava o tempo correndo despertaram a atenção da família. Ao invés de tentar frear a energia do filho, Cláudio decidiu transformá-la em oportunidade. “Perguntei pra ele: você gosta de correr? Ele respondeu que sim e desde então não parou mais”, enfatizou.

Campeão da categoria dos 12 anos, Gabriel demonstrou entusiasmo ao falar sobre sua relação com o esporte. “É um hobby para mim. Eu gosto de correr, gosto de ganhar também e porque faz bem para a saúde”, afirmou. O pequeno corredor contou que também se sente feliz por servir de inspiração para a irmã, que segue os mesmos passos nas pistas.

Questionado sobre o que passava pela sua cabeça durante a prova, Gabriel foi direto: “Ganhar”. Segundo ele, o objetivo era dar o melhor de si até a linha de chegada. Ao conquistar mais um título, celebrou o momento ao lado da família. “Estou feliz. É uma honra para mim”, concluiu o campeão.

Isabelle, vencedora da bateria dos 8 anos, entrou na prova menos confiante do que o irmão. A pequena achava que não ia conquistar o primeiro lugar. “Antes eu achava que eu ia perder, mas eu consegui. Eu lembrei dos meus treinamentos”, conta. A corredora relata a felicidade de vencer ao lado do irmão Gabriel. “É muito bom ganhar junto com ele. Ele é uma inspiração para mim”, relata.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Matheus Oliveira/ Esp.CB/DA Press