A área rural do Distrito Federal abriga uma população jovem, majoritariamente parda e com forte presença de trabalhadores do setor privado, mas ainda enfrenta desafios estruturais ligados à escolaridade e ao mercado de trabalho. É o que revela a Pesquisa Distrital por Amostra de Domicílios Ampliada (PDAD-A) 2024, realizada pelo Governo do Distrito Federal (GDF), sob coordenação do Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF).
De acordo com o levantamento, 121.759 pessoas vivem atualmente na área rural do DF, sendo 51,9% do sexo masculino. A população tem idade média de 32,6 anos, o que reforça o perfil predominantemente jovem dessas regiões.
No recorte racial, a maioria dos moradores se declara parda (57%), seguida por outros grupos étnico-raciais. Em relação à religião, 48,5% afirmam ser católicos, enquanto outras crenças aparecem de forma mais pulverizada. Já o estado civil aponta que 50,5% da população com 14 anos ou mais se declara casada.
A pesquisa também mostra que mais da metade dos moradores da área rural nasceu no próprio Distrito Federal. O DF aparece como a unidade da federação com maior percentual de naturais entre os residentes (53,1%), seguido pela Bahia (8,6%). Entre os moradores que não nasceram no DF, a Região Nordeste concentra 60,8%, confirmando o histórico fluxo migratório para a capital federal e seu entorno rural.
No mercado de trabalho, 78,1% da população rural tem 14 anos ou mais, faixa considerada em idade ativa. Desse total, 49% estão economicamente ativos, ou seja, ocupados ou em busca de trabalho. A taxa de desocupação, considerando os últimos 30 dias anteriores à pesquisa, foi de 8,1%, percentual que revela dificuldades de inserção laboral mesmo fora dos grandes centros urbanos.
Entre os trabalhadores ocupados, 43,7% exercem sua atividade principal na própria área rural, enquanto os demais se deslocam para outras regiões administrativas. A forma de vínculo mais comum é o emprego no setor privado (exceto trabalho doméstico), que representa 53,4% das ocupações. Em média, esses trabalhadores estão há 7,7 anos no mesmo emprego e cumprem jornada semanal de 42,1 horas.
A escolaridade, no entanto, segue como um dos principais desafios. Entre os moradores da área rural com 25 anos ou mais, 66,3% têm até o ensino médio completo, enquanto apenas 16,5% concluíram o ensino superior.
Criada para oferecer informações atualizadas e confiáveis, a PDAD-A tem como objetivo apoiar o planejamento e a execução de políticas públicas no Distrito Federal. O levantamento reúne dados detalhados sobre o perfil socioeconômico da população, ajudando o poder público a compreender melhor a realidade local.
A pesquisa segue metodologia semelhante à da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, o que permite a comparação entre os resultados e contribui para a análise do cenário econômico e social, além de subsidiar decisões na gestão pública e ações alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Por Gazeta do DF
Fonte Correio Braziliense
Foto: Divulgação/IPEDF













