Moradora de Brasília há 20 anos, a paraense Liege Soares, de 102 anos, vive de forma independente e não gosta de ficar parada no sofá. “Quem gosta de sofá é almofada”, diz a mulher que “adora andar de ônibus” pelas conversas que surgem no transporte. Ela mora na Asa Sul.
Ela se mudou para Brasília depois que o marido morreu.
Em casa, ela toca músicas no teclado e também aprecia costurar e bordar. Além disso, coordena dois grupos de idosos, que ela estimula para diferentes atividades culturais.
No mini documentário “Ainda Estamos Aqui”, ela reflete e alerta sobre a importância da socialização durante a velhice.
“Quando eu cheguei aqui, eu estranhava muito. O paraense é muito comunicativo. Aqui, a pessoa entra no elevador e não dá bom dia”, lamenta.
Ela não gosta de passar muito tempo sem conversa. “Existe manual para tudo, mas não para saber envelhecer. Não é fácil. Todos nós vamos envelhecer. E com avelhice vão chegando os problemas”, conclui.
Ela diz que idosos acabam se fechando e isso precisa ser evitado. No prédio dela, por exemplo, criou o grupo “Arte no Bloco” para que houvesse mais interações.
Por Gazeta do DF
Fonte Jornal de Brasília
Foto: Jornal de Brasília












