Os irmãos Fábio Gleidson Meireles, 40 anos, e Renan Meireles, 29, relatam momentos de tensão com o buraco que voltou a se abrir na QNP 28, no P Sul, em Ceilândia. Duas semanas após engolir os dois irmãos e duas cadelas, a cratera que se abriu na região voltou a ceder na noite dessa segunda-feira (29/12) no mesmo ponto do desabamento anterior.
Segundo os moradores, a casa apresentou rachaduras na estrutura. “Escutamos o chão e a coluna da nossa casa rachando. Parece que está querendo ceder. É ruim começar o ano dessa forma. A questão não é nem a demora, mas por ter acontecido novamente. Já são mais de 10 dias nessa situação”, afirmou Renan.
Moradores também disseram que o buraco tem aumentado de tamanho dia após dia, superando as dimensões da abertura inicial e colocando residência em risco.
No dia 24 de dezembro, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) havia tampado a cratera original e deslocado a tubulação de esgoto para o meio da via. No entanto, cinco dias depois, o sistema voltou a apresentar problemas. O esgoto transbordou, alagando a rua e casas próximas, inclusive imóveis localizados ao lado de onde a primeira cratera se formou.
Com o surgimento do novo buraco, parte de uma residência foi comprometida. Na manhã seguinte, equipes da Caesb estiveram no local, instalaram um bloqueador no esgoto e isolaram a área com placas de madeirite para evitar acidentes.
Em nota, a Caesb informou que a nova cratera se formou “em razão do grande volume de chuvas registrado nos últimos dias, o que causou movimentação de terra no local”. A companhia afirmou ainda que segue monitorando a região e que a área foi isolada para garantir a segurança da população.
Veja momento que esgoto transbordou:
Prejuízos
Fábio destacou os prejuízos financeiros causados pelo desabamento. Ele conta que realizava uma obra em casa e teve gastos extras após o primeiro buraco ser fechado. “Depois que tamparam a primeira cratera, tivemos que arrumar parte do muro, comprar material. Agora, com esse novo buraco, a obra está parada, tem área da casa que não dá nem para passar”, relatou.
O morador também demonstrou preocupação com o avanço do problema. “O meu medo é esperar. O buraco está aumentando todos os dias. Já perdemos mais de R$ 2 mil na obra”, completou.
Sobre o trecho onde a nova tubulação de esgoto foi instalada, Renan afirma que o solo segue instável. “O chão está fofo. Eles isolaram parte da rua, mas o pessoal acabou passando de carro e arrancou o isolamento”, completou.
De acordo com os moradores, a Caesb informou que, em conjunto com a Administração Regional de Ceilândia, deve iniciar, a partir da próxima segunda-feira (6/1), a recuperação completa da calçada e da área afetada.
Enquanto a reportagem esteve no local, um funcionário da Caesb apareceu para realizar o monitoramento da cratera. Segundo os moradores, equipes da companhia têm comparecido diariamente, pela manhã, tarde e noit e, para acompanhar a situação
Por Gazeta do DF
Fonte Correio Braziliense
Foto: Ed Alves/CB/DA Press














