Comboio do Cão usava distribuidoras para vender drogas e lavar dinheiro

Operação cumpre 14 mandados de busca contra criminosos vinculados à facção. As investigações começaram após o assassinato de um usuário de drogas

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Nas primeiras horas da manhã desta sexta-feira (12/1), policiais civis cumprem 14 mandados de busca e apreensão em endereços que seriam de traficantes vinculados ao Comboio do Cão, a maior facção do Distrito Federal. A suspeita é de que a célula criminosa usava distribuidora de bebidas para vender drogas e lavar dinheiro.

As investigações começaram no fim de outubro depois que um usuário de drogas foi assassinado em uma distribuidora de bebidas denominada 88 e situada na QR 421, na Samambaia. A vítima teria comprado 10 gramas de cocaína, mas notou que recebeu oito gramas e, ao questionar o funcionário sobre a discrepância, foi baleado com dois tiros.

A partir das apurações sobre o homicídio, os investigadores da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte) descobriram que a distribuidora onde ocorreu o crime pertence a um dos integrantes da facção e que o estabelecimento seria de fachada para o comércio de entorpecentes e lavagem de dinheiro. Outras empresas do ramo de bebidas também estariam voltados à prática ilícita.

O delegado-chefe da 26ª DP, Gleyson Mascarenhas, ressalta que os investigados e responsáveis por essas distribuidoras estão envolvidos em crimes graves, como homicídios e roubos.

A operação Retomada visa desarticular a célula do Comboio do Cão na região. No total, foram cumpridos 14 mandados de buscas e apreensões e um de prisão temporária contra o assassino do usuário. As ordens judiciais foram cumpridas em Samambaia, no Sol Nascente e em Ceilândia.

Por Darcianne Diogo do Correio Braziliense

Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press / Reprodução Correio Braziliense