DF é o 2º colocado na proporção de consumidores endividados do país

Muito embora tenha subido no ranking de representatividade de endividados, a capital registrou queda no número de inadimplentes entre outubro e novembro

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Segundo o mais recente do Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, que leva em consideração os dados de novembro de 2023, o Distrito Federal tem mais de 1,2 milhão de pessoas endividadas, ocupando o segundo lugar entre as unidades da federação com a população mais endividada.

Mesmo registrando queda no número de inadimplentes, a capital acabou subindo no ranking pelo fato do Estado do Amapá, que ocupava a segunda colocação até outubro, também ter apresentado queda no índice de representatividade de inadimplentes.

A boa notícia é que entre outubro e novembro, a parcela de população inadimplente no Distrito Federal caiu de 53,10% para 52,79%. Atualmente, o DF fica atrás apenas do Estado do Rio de Janeiro na proporção de negativados no país. 

Endividados

O valor total das dívidas no Distrito Federal é de R$ 10 bilhões, com média de R$ 7,8 mil para cada pessoa. A maior parte delas é referente a pendências com bancos e cartões (34,24%). Em seguida, aparecem segmentos como Financeiras (18,38%), Utilities – contas de gás, água e luz – (16,02%) e Serviço (13,27%).

Entre as faixas etárias, os maiores inadimplentes da capital federal têm entre 41 e 60 anos (38,3%), seguidos pela população entre 26 e 40 anos (33,3%) e por pessoas com mais de 60 anos (17,6%).

A diminuição do número de negativados no Distrito Federal segue a tendência do cenário nacional. No Brasil, 71,81 milhões de consumidores (43,82% da população) fecharam o mês de novembro com pendências financeiras – redução de 143,5 mil pessoas (0,12%) em relação a outubro.

No início do mês, a Serasa lançou a Fase 2 do Feirão Serasa Limpa Nome, no qual 600 companhias parceiras oferecem descontos para que consumidores quitem suas dívidas até 22 de dezembro.

Por Naum Giló do Correio Braziliense

Foto: Wanderlei Pozzembom/CB/D.A.Press / Reprodução Correio Braziliense