Mães participam de oficina de arteterapia no HRL

Enquanto aguardam a alta hospitalar dos bebês, elas produzem artesanato na maternidade

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Com amor e carinho, nove mães internadas no Hospital da Região Leste (HRL), no Paranoá, confeccionam ursinhos, objetos de decoração de porta, fazem pintura em MDF, móbile para o berço, enfeite com nome do recém-nascido e outros objetos artesanais para enfeitar o quarto dos pequenos. Elas estão no hospital aguardando a alta dos bebês. Enquanto isso, na maternidade, participam de sessões de arteterapia.

A oficina de terapia ocupacional atende mães de bebês que tiveram alta da Unidade de Cuidados Intermediários Neonatais (Ucin) ou que, mesmo após a alta, precisam ficar algum tempo em observação. A meta dessas atividades é o bem-estar tanto para o bebê prematuro quanto para mãe.

“Elas passam porperíodos muito estressantes, de ansiedade, de angústia, de conflitos”, explica a terapeuta ocupacional Adriana Sousa Martins. “A gente realiza o trabalho relaxante com as mães, o acolhimento, o diálogo de uma mãe com a outra mãe e, assim, vamos desenvolvendo o trabalho até que elas recebam alta com seus bebês, indo para casa em paz, com saúde e tranquilidade.”

Atendimento diferenciado

A moradora do Itapoã Miriam Barbosa, de 38 anos, está há 16 dias internada com a filha recém-nascida na maternidade do HRL. Enquanto a alta não chega para as duas, Miriam participa da oficina de arteterapia. O tempo livre deu lugar a momentos relaxantes e descontraídos com outras mães. Entre uma prosa e outra, cada uma vai produzindo a decoração para o ambiente de seu filho.

“Esse trabalho é muito importante, porque eu cheguei aqui depois que meu bebê foi para a Ucin”, conta. “Eu chorava muito. Depois que vim para a arte, mudou bastante. Melhorou a minha autoestima. Eu amei.”

Com os itens decorativos prontos, as mães os levam para decorar o berço dos recém-nascidos. “Vou usar tudo”, diz Miriam. “Tem o nome dela, o ursinho, a inicial do nome dela, a caixinha para colocar fralda”.

Atividades

“Isso aqui tirou a gente de uma depressão do fundo do poço”Célia Pereira Viana, mãe

Outros métodos de relaxamento também são utilizados e repassados para a mãe e o recém-nascido. É o caso da redinha que, instalada na incubadora dos bebês prematuros, favorece o relaxamento do tônus muscular, incentivando a posição flexora, promovendo bem-estar e tranquilidade. Ainda são realizadas palestras, técnicas de relaxamento, rodas de bate-papo e leitura reflexiva.

Também se pratica no local o método Canguru, que consiste no contato do bebê, pele a pele, com sua mãe ou pai. Essa técnica diminui o tempo de internação, permitindo ao bebê desenvolver-se mais rapidamente, melhorando a frequência cardíaca e respiratória e ajudando no ganho de peso, com o aumento do aleitamento materno.

Célia Pereira Viana, de 41 anos, é moradora de Unaí, em Minas Gerais. A filha, que tem menos de um mês de nascida, está internada na incubadora da Ucin recebendo os cuidados especiais. “Despois do uso do Canguru e da redinha, ela engordou 200g em uma semana e não precisou mais de oxigênio”, conta. “A expectativa é que ela saia o mais rápido possível. Está melhorando cada dia mais”.

Feliz com a oficina de arteterapia, Célia lembra que sua vida mudou muito depois que começou a participar do projeto. “Isso aqui tirou a gente de uma depressão do fundo do poço”, diz. “Assim que eu cheguei, só chorava. Melhorou bastante meu emocional, até remédio eu tomava, e não estou tomando mais”.

*Com informações da Secretaria de Saúde

Por Agência Brasília com informações de Sandra Barreto da Gazeta do DF

Foto: Luiz Cândido/Agência Saúde