O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis-DF), Paulo Tavares, afirmou que o preço dos combustíveis não sofreu redução nas bombas por falta do repasse do subsídio de R$ 0,26 para as distribuidoras.
“Dois dias depois do anúncio do governo federal de reduzir o valor (dos combustíveis), apenas R$ 0,19 centavos chegaram aos revendedores. Hoje, as distribuidoras já reajustaram esse valor que foi passado. Estamos comprando mais caro”, disse.
Tavares também comentou que ainda não há informações concretas para o reajuste, que fez o preço aumentar nas bombas, entretanto, a sua principal suspeita é de que o preço do etanol tenha aumentado nas usinas. “Supomos que seja esse o motivo do reajuste. Se a gasolina hoje, que deveria estar mais barata e está no mesmo preço de 9 de outubro, é porque as distribuidoras repassaram novamente todo o valor que deveria ter sido reduzido”, analisou.
Em nota enviada à imprensa, o sindicato manifestou sua preocupação com a decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) de promover mais um reajuste do ICMS sobre combustíveis, com vigência a partir de fevereiro de 2027. “Este será o quarto aumento consecutivo desde a implantação do modelo de tributação por valor fixo, em 2023. Nesse período, o ICMS da gasolina passará de R$ 1,22 para R$ 1,64 por litro, acumulando uma elevação de aproximadamente 34,4%. No diesel, o imposto passará de cerca de R$ 0,95 para R$ 1,30 por litro”, disse.
O sindicato também comentou que emite alerta sobre o efeito dos sucessivos reajustes há quatro anos. “Enquanto o Governo Federal vem adotando medidas emergenciais de desoneração e subvenção para conter os impactos da crise internacional do petróleo, os governos estaduais seguem elevando anualmente o ICMS sobre combustíveis”, criticou.
Fonte Correio Braziliense
Foto: PEDRO SANTANA / CB












