Polícia Civil fecha sétima casa de prostituição no ano na Asa Norte

Ação da 2ª DP combate exploração sexual em Brasília. Local funcionava há 10 anos na comercial da 308 Norte

A Polícia Civil (PCDF) fechou, nesta sexta-feira (16/10), a sétima casa de prostituição alvo de ofensivas da corporação na Asa Norte. A operação da 2ª Delegacia de Polícia, que atua na região, cumpriu mandados de busca e apreensão em dois apartamentos situados na quadra comercial CLN 308. Durante a ação, um homem apontado como responsável pelo gerenciamento e exploração sexual do estabelecimento foi preso em flagrante.

O fechamento do local marca a sétima intervenção bem-sucedida contra esquemas de exploração sexual na região desde julho deste ano. A sequência de operações da 2ª DP desmantelou bordéis clandestinos que operavam em diversos pontos estratégicos do bairro, como a SHCGN 704/705, SCLN 410, SCLRN 708, CLN 307, CLN 305 e SCLN 102, intensificando o cerco a esse tipo de ilícito na capital.

As investigações do novo caso revelaram que a casa funcionava há cerca de uma década em um prédio de uso misto, que abriga lojas e residências. Segundo o apurado pela polícia, o suspeito retinha 50% de todo o dinheiro arrecadado pelas mulheres no local, além de impor a cobrança de taxas arbitrárias sobre o trabalho realizado pelas vítimas.

O esquema contava com recrutamento e divulgação em plataformas virtuais sob a falsa fachada de “serviços de massagem erótica”. O cruzamento de dados cadastrais, anúncios online, denúncias anônimas e depoimentos colhidos ao longo das semanas permitiu aos investigadores vincular diretamente o homem detido à gestão do negócio ilegal.

Autorizados pela 2ª Vara Criminal do TJDFT, os policiais apreenderam máquinas de cartão de crédito e débito, telefones celulares, documentos diversos e cadernos de anotações contábeis. Todo o material apreendido passará por perícia para identificar a movimentação financeira e mapear outros possíveis envolvidos ou financiadores da rede.

A prisão do suspeito em flagrante foi consolidada após a relatos de testemunhas e o recolhimento das provas nos imóveis. A PCDF investiga o envolvimento de proprietários dos imóveis e intermediários, buscando esclarecer por completo a estrutura operacional do ponto fechado. As diligências prosseguem para analisar o acervo apreendido e responsabilizar criminalmente todos os participantes.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Carlos Vieira/CB/D.A Press