Marotinha 2026 reúne esporte, inclusão e hábitos saudáveis

Evento será realizado na segunda-feira (12/10), no Eixo Cultural Ibero-Americano. Distribuição dos kits segue até este sábado (10/10), na Faculdade Upis

A Marotinha 2026 está se aproximando e promete reunir pequenos atletas em uma manhã de esporte, diversão e inclusão. O evento, criado para incentivar hábitos saudáveis desde a infância, será realizado nesta segunda-feira (12/10), em celebração ao Dia das Crianças. Os atletas mirins de 4 a 13 anos se concentrarão a partir das 7h, no Eixo Cultural Ibero-Americano, ao lado da Torre de TV, onde as provas terão início às 8h.

A entrega dos kits começou ontem e segue até este sábado (10/10), na Faculdade UPIS, localizada na 712/912 Sul. Neste sábado, a retirada ocorre das 10h às 16h. Para buscar os itens, é necessário que os pais ou responsáveis apresentem um documento de identificação com foto, que pode ser original, digital ou cópia, além do comprovante de inscrição, impresso ou em formato digital. A organização orienta os participantes a conferirem a documentação antes de se dirigirem ao local, a fim de evitar imprevistos.

Treinos

O clima entre os pequenos atletas é de animação e expectativa para as provas. Emanuel Lima de Oliveira, 7 anos, é um dos participantes que aguardam ansiosamente a largada. Ele começou sua trajetória no esporte aos 4 anos, idade mínima para participar da Marotinha, inspirado pela irmã mais velha, que também pratica corrida.

Emanuel, que tem transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), e sua irmã, Maria Cecília Lima de Oliveira, portadora de deficiência intelectual, participam de um projeto social coordenado por Halley Pereira Cunha, treinador de atletismo com foco no esporte paralímpico. Atualmente, Halley atua como treinador na Associação Brasileira de Corredores, onde acompanha atletas com diferentes deficiências e necessidades, incluindo paralisia cerebral, deficiência visual, deficiência intelectual e transtorno do espectro autista (TEA).

Os treinos são realizados às terças e quintas-feiras, em diferentes horários: das 8h às 9h e das 16h às 18h. O projeto conta com 15 crianças, que irão participar da Marotinha, e cerca de 30 adultos. Está com vagas abertas e busca ampliar o acesso ao esporte, promovendo o desenvolvimento, a autonomia e a inclusão por meio da atividade física.

Além de Emanuel, os gêmeos Pedro Augusto da Silva e Marcos Augusto da Silva, 13 anos, também participarão da Marotinha. Os dois têm paralisia cerebral e estarão acompanhados da irmã mais nova, Maria Cecília da Silva, 7 anos, que faz questão de estar ao lado deles.

Pedro e Marcos começaram a praticar atletismo em julho de 2024, quando foram matriculados pelos pais no Centro Olímpico. Inicialmente, a proposta era incentivar a prática de exercícios físicos para melhorar a qualidade de vida dos irmãos: Pedro enfrentava crises de ansiedade, enquanto Marcos precisava de estímulos para avançar no desenvolvimento da marcha. A atividade também foi pensada como uma forma de fortalecer a autonomia e a independência dos dois.

Experiência inédita

A participação na Marotinha será uma experiência inédita para a família. Por serem católicos e costumarem frequentar a igreja aos domingos, os irmãos ainda não haviam participado do evento. Neste ano, porém, decidiram encarar o desafio e conciliar a corrida com a participação na Missa das Crianças, na Esplanada dos Ministérios. Ao receberem a notícia de que participariam da prova, ficaram muito entusiasmados.

Para Maria Valeniza, mãe dos gêmeos e de Maria Cecília, o atletismo representa uma transformação que vai além dos resultados esportivos. Segundo ela, as condições físicas dos filhos, por vezes, fizeram com que fossem desencorajados a praticar determinadas atividades. Com o esporte, no entanto, eles têm descoberto novas possibilidades e desenvolvido mais confiança em suas próprias capacidades.

“É importante incentivar as crianças a praticarem esportes e fazerem algo diferente. Deveria haver mais eventos como esse, para que elas criem gosto pela atividade física e para que as crianças com alguma limitação física também possam mostrar o quanto são capazes”, destaca.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Maria Eduarda Lavocat