Comunidade espanhola celebra vitória em Brasília

Com a presença da embaixadora da Espanha no Brasil, Consuelo Femenía, o Instituto Cervantes recebeu a torcida do país europeu em Brasília. Em restaurante típico, na Asa Norte, argentinos lamentaram a derrota

O Instituto Cervantes, na Asa Sul, foi palco da celebração dos espanhóis após o bicampeonato na Copa do Mundo de 2026. Com a presença da embaixadora da Espanha no Brasil, Consuelo Femenía, a instituição recebeu a torcida espanhola para acompanhar o jogo. Os torcedores argentinos e admiradores da seleção acompanharam a final no Caminito Parrilla da Asa Norte.

A festa de torcedores e admiradores no Cervantes foi regada a paella e cerveja tradicionais espanholas. Além da embaixadora, também estiveram representados Colômbia, Panamá, Costa Rica e Irlanda, entre outros países. “Cheguei ao Brasil há poucos dias e estou muito contente em poder compartilhar esse triunfo com toda a comunidade de Brasília. A Espanha, de fato, jogou melhor. Finalmente, ganhamos.

Filhos de pai espanhol e mãe brasileira, os irmãos Alice Campos, 22 anos, e Leo Campos, 19, vivem na Espanha e estavam no Brasil visitando a família durante a final da Copa. Aproveitaram para ir com a mãe, a jornalista Arlinda Campos, 50, acompanhar a partida contra a Argentina no Instituto Cervantes. “É a primeira Copa que vejo um dos meus países ser campeão, é muita felicidade”, disse Leo. “A gente sofreu, porque sabe que a Argentina foi muito bem. Estamos muito felizes, só não estamos mais porque não estamos lá”, completou Alice. “Foi merecido”, acrescentou a mãe.

Os brasileiros Lucas Alargon, 23, e Anderson Alargon, 46, também marcaram presença no Instituto Cervantes e reforçaram a torcida espanhola. “Tenho cidadania espanhola, mas o bom brasileiro tem que ter rivalidade com a Argentina. De qualquer forma, na Copa tem que vencer o melhor e a Espanha mereceu esse título”, afirmou Anderson.

“A Espanha foi superior durante a Copa inteira e está há quase 40 jogos sem perder. Sinceramente, eu estava com medo da Argentina, porque a gente sabe que eles são raçudos. Mas a Espanha venceu, foi bonito de ver e é legal demais estar nesse ambiente e comemorar junto com os espanhóis”, complementou Lucas.

Argentinos lamentam

O analista financeiro Felipe Ribeiro, de 34 anos, deixou o restaurante frustrado com o desempenho da seleção argentina. Para ele, a equipe encontrou dificuldades para reagir ao domínio espanhol durante a maior parte da decisão. “Foi triste. A gente não conseguiu criar nada. A Espanha realmente dominou o jogo, apesar de eu não achar que eles tenham sido muito efetivos durante os 90 minutos”, avaliou.

Na visão do torcedor, a expulsão de Enzo Fernández, no final do segundo tempo, tornou a partida ainda mais complicada. “O fim, com a expulsão, complicou bastante”, disse. Apesar da derrota, Felipe acredita que a Argentina esteve viva até os instantes decisivos. “A Argentina precisava de uma bola só, mas, infelizmente, não conseguiu”, lamentou.

Entre os presentes, havia também histórias em que a paixão pela Argentina ultrapassava o futebol. A jornalista Luana Spinillo, de 43 anos, acompanhou a decisão ao lado do filho Diego, de 4, e contou que a ligação da família com o país começou muito antes do nascimento do menino. “O pai dele é uruguaio, mas morou dez anos na Argentina e tem uma paixão muito grande pelo país. Ele acompanhou o Maradona nas Copas do Mundo, quando ganhou o título e tudo mais”, relembrou.

Segundo Luana, a admiração pelo maior ídolo argentino influenciou até na escolha do nome do filho. “Quando descobrimos que era um menino, ele queria muito colocar Diego em homenagem ao Maradona. Ele queria Diego Armando, mas eu proibi, só Diego estava bom, já era homenagem suficiente”, brincou. Apesar da derrota na final, ela disse que a identificação com a seleção permanece. “Foi um jogo tenso, mas a Argentina tem muita raça. Infelizmente, acontece. A vida segue”, completou.

Fonte Correio Braziliense
Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press