Consumo perde força e varejo do DF registra queda em fevereiro

Indicador da Cielo aponta queda nas vendas em fevereiro no Distrito Federal, com recuo em todos os setores. Pet shops, turismo e farmácias foram exceções

O comércio varejista do Distrito Federal registrou retração em fevereiro, seguindo o movimento de consumo mais pressionado observado no país. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) mostram que o faturamento caiu 2,0% em termos nominais na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Quando a inflação é descontada, a queda é maior. Nesse caso, a retração chega a 4,9%. O resultado indica perda de força nas vendas em um período marcado por aumento de preços e pelas despesas típicas do início do ano, como impostos, matrículas e material escolar.

Bens duráveis lideram retração

Todos os macrossetores analisados apresentaram queda nas vendas em termos reais. A maior retração ocorreu em bens duráveis e semiduráveis, com recuo de 9,1%. Esse grupo inclui produtos de maior valor e compras planejadas, que costumam ser adiadas quando o consumidor enfrenta restrições no orçamento.

O setor de serviços também registrou queda, de 3,7%. Já os bens não duráveis, ligados ao consumo cotidiano, tiveram retração de 2,9%, indicando que até gastos básicos foram afetados por um comportamento mais cauteloso das famílias.

Pet shops, turismo e farmácias tiveram alta

Mesmo com o recuo geral do varejo, alguns segmentos conseguiram desempenho positivo no Distrito Federal.

Veterinárias e pet shops lideraram o crescimento no período. Também tiveram resultado favorável os setores de turismo e transporte, impulsionados pelo período de carnaval, além de drogarias e farmácias, que mantiveram demanda por produtos considerados essenciais.

Na direção oposta, os maiores recuos foram registrados em óticas e joalherias, livrarias e papelarias e postos de combustíveis. Esses segmentos tendem a sentir mais rapidamente a redução do consumo discricionário e as oscilações de preços.

Como funciona o índice do varejo

O Índice Cielo do Varejo Ampliado acompanha mensalmente o desempenho do comércio brasileiro com base em vendas realizadas em 18 setores, desde pequenos lojistas até grandes redes. O indicador utiliza modelos estatísticos para analisar os dados e separar fatores que podem distorcer o resultado, como mudanças na participação de mercado das empresas de pagamento ou a substituição de formas de pagamento, como dinheiro e cheque, por Pix e cartões.

Por Gazeta do DF
Fonte Correio Braziliense
Foto: Whisk/Google IA