Pesquisa do Sebrae mostra que 57% dos micro e pequenos empresários são totalmente a favor da proibição das bets e 8,8% a apoiam parcialmente. O levantamento também aponta que 17% são totalmente contra o veto às apostas on-line e 6% são parcialmente contrários. Os sites e aplicativos de apostas esportivas e jogos on-line começaram a sair do ar no Brasil em 6 de outubro, por força da Medida Provisória nº 1.394/2026. A pesquisa teve 1.028 respondentes nas 27 unidades da Federação — 56% são microempresas; 22,5% são microempreendedores individuais; e 21,5% são empresas de pequeno porte.
Impacto negativo e menos dinheiro para consumo
O desempenho das empresas nos últimos 12 meses sofreu impacto negativo, conforme o estudo. Redução no faturamento associada ao avanço das apostas virtuais foi relatada por 26% dos respondentes. Dos entrevistados, 48% observaram ao menos uma mudança no comportamento do consumidor. A diminuição do dinheiro disponível para consumo foi mencionada por 33% dos micro e pequenos empresários. Outros 18% relataram aumento na inadimplência ou atrasos nos pagamentos, enquanto 11,5% falaram em maior procura por parcelamento/fiado e 10% observaram a substituição por produtos mais baratos.
Reflexos nas equipes
Conforme o estudo do Sebrae, entre as empresas respondentes que possuem funcionários, 40% afirmaram que as equipes foram afetadas pelas apostas on-line. Endividamento de colaboradores, pedidos frequentes de adiantamento salarial, casos de apostas durante o expediente, queda na produtividade, noites mal dormidas e desfalques financeiros estão entre os comentários feitos pelos empresários.
Otimismo
Na análise do Sebrae, a proporção é de mais de 60 empresários otimistas para cada pessimista com o fim das bets. Ao serem perguntados sobre a expectativa de vendas com o fim das bets, 38% esperam aumento no faturamento e 42% acreditam que o volume seguirá igual, enquanto 0,6% prevê queda. “O fim das bets representa a possibilidade de o dinheiro voltar para as mãos das famílias brasileiras e circular na economia real. Quando esse recurso deixa de ser destinado às apostas e volta para o consumo de bens e serviços, quem ganha é o pequeno empreendedor, é o comércio do bairro, é a padaria, o açougue, o mercadinho. Estamos falando de fortalecer os negócios que geram emprego, renda e oportunidades em todo o país”, disse à coluna o presidente do Sebrae Nacional, Décio Lima.
Décio Lima, presidente do Sebrae Nacional.
Brasília recebe um dos principais eventos de ovinocultura do país
A 19ª Exposição Nacional Dorper e White Dorper será de 9 a 15 de novembro, no Parque de Exposições da Granja do Torto. Promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Dorper e White Dorper (ABCDorper), o evento, um dos maiores do setor, coloca o Distrito Federal no centro das discussões sobre genética e criação de ovinos. Entre os temas em pauta estão o desenvolvimento do mercado consumidor de carne ovina, a organização da cadeia de produção e a ampliação da oferta nacional. A meta para este ano é superar a 18ª edição, que ocorreu em Pernambuco e registrou números recordes. Foram 1.182 animais e 74 expositores de 12 estados brasileiros e do DF. Os três leilões oficiais movimentaram R$ 3,335 milhões. A edição anterior, em 2024, também foi no DF.
“As raças Dorper e White Dorper consolidaram-se como pilares de eficiência produtiva e ganho genético na ovinocultura brasileira. A exposição é um momento importante para o criador trocar experiências que possibilitem ainda mais o melhoramento desses aspectos”, avalia o presidente da ABCDorper, Marcos Boechat Lopes de Souza. Segundo ele, a Dorper atende à demanda por carne de qualidade superior, devido à genética focada em alta performance.
Panorama no DF
Segundo o Relatório de Informações Agropecuárias (RIA) 2025, publicado pela Emater-DF, a capital tem 627 produtores de ovinos e um rebanho de mais de 14 mil animais. Entre as regiões com maior número de produtores estão Sobradinho (112), Gama (87), Ceilândia (85), Planaltina (64) e São Sebastião (55).
Maioria dos lojistas espera aumentar vendas no Halloween
Sondagem do Instituto Fecomércio-DF indica que 85% dos lojistas esperam um aumento de 5% a 20% nas vendas no período do Halloween em relação ao ano passado. Em 2025, 74% dos empresários previam melhoria no volume de negócios. De acordo com a sondagem, nos últimos três anos, houve um aumento moderado no interesse do consumidor pela data, na percepção de 63% dos lojistas. “A celebração ganha cada vez mais espaço entre os brasilienses, seja nas escolas, seja nas festas temáticas, na decoração do comércio e das residências ou na tradição de pedir doces de porta em porta”, avalia o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Licenciamento ambiental e estratégias para redução de custos
A Fibra promove na próxima quinta-feira, às 15h, um encontro virtual sobre as principais mudanças relacionadas ao licenciamento ambiental, os impactos para o setor industrial e as estratégias que podem ser adotadas pelas empresas para fortalecer a conformidade e reduzir riscos regulatórios. Participam a superintendente de Licenciamento, Controle e Monitoramento Ambiental do IBram DF; Nathália Almeida; o gerente de Recursos Naturais da CNI, Mário Cardoso; e a diretora de Operações e Consultora da Ius, Renata Libânio. A transmissão é pelo canal do Sistema Fibra no YouTube.
Fonte Correio Braziliense
Foto: maurenilson












