Foragido por matar empresário faz família refém e morre em confronto com a polícia

Guilherme Estrela Ribeiro, 33 anos, estava foragido desde sábado (3/10). Nesta terça, policiais descobriram que ele estava na casa de parentes, na Bahia

Guilherme Estrela Ribeiro, 33 anos, acusado de assassinar o empresário Moisés Ribeiro de Araújo, 56, em Taguatinga, morreu ao manter familiares como reféns e atirar contra policiais militares no município de Rosário, na Bahia. 

O confronto ocorreu nesta terça-feira (6/10) após uma ação conjunta de captura entre as polícias civis e militares do Distrito Federal, de Goiás e da Bahia. As informações indicavam que Guilherme, foragido desde sábado (3/10), estaria escondido na casa de parentes da cidade baiana. 

Na porta da residência, ao notar a chegada das equipes, Guilherme rendeu os ocupantes da casa e os ameaçou com uma pistola. De acordo com o delegado Thiago Boeing, adjunto da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), após um longo período de negociação e diante de disparos efetuados pelo autor, os policiais atiraram contra Guilherme. Ele foi socorrido e encaminhado ao hospital local, mas não resistiu e morreu.

A polícia apreendeu uma pistola Glock que será submetida a exames periciais para verificar se ela foi usada no homicídio ocorrido em Taguatinga. As investigações, segundo o delegado, seguem para a completa elucidação dos fatos.

Motivação

O empresário foi executado a tiros dentro do restaurante Gordeixos, na QND 32 de Taguatinga, de sua  propriedade, no sábado (3/10).

Segundo a investigação, Moisés foi baleado enquanto atendia clientes durante a tarde, por volta das 13h. Câmeras de segurança registraram a presença de Guilherme. Ele entrou no comércio, sacou uma arma de fogo e efetuou disparos contra a vítima, que morreu no local. Antes de deixar o estabelecimento, o autor disse aos clientes que a execução serviria de lição para a vítima, para que não se envolvesse novamente com a mulher de outro homem.

Guilherme tinha antecedentes por homicídio e tráfico de drogas. Em 2016, envolveu-se em uma troca de tiros com policiais civis do DF, foi baleado e preso. Em julho deste ano, saiu do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) para trabalhar, mas não retornou.

As apurações indicam que o autor teria mantido relacionamento com a mesma mulher que se relacionava com o empresário.

Fonte Correio Braziliense
Foto: PCDF/Divulgação