Nas primeiras horas de votação deste domingo (4/10), eleitores de diferentes gerações foram à Escola das Nações, no Lago Sul, com expectativas distintas para o resultado das eleições. Entre eles, a estudante Ana Helena Cubas, de 17 anos, decidiu votar mesmo sem ser obrigada, enquanto Joana D’Arc, de 67, e João Carlos Barizon, de 69, afirmaram que pretendem continuar participando das eleições quando o voto deixar de ser obrigatório para eles.
Moradora do Jardim Botânico, Ana Helena disse que decidiu ir às urnas por considerar importante ampliar a participação política. “Nosso país precisa da maior participação possível e, querendo ou não, faço parte de uma parcela da sociedade que é minoritária. Então, quero ajudar”, afirmou. Ela espera que os eleitos ampliem a visibilidade da comunidade LGBTQIA+ e acolham suas demandas.Play Video
A aposentada Joana D’Arc, que mora em Brasília há mais de 60 anos e vive no Lago Sul, contou que foi criteriosa na escolha dos candidatos. Para ela, a eleição é uma oportunidade de buscar um país mais justo, solidário e democrático. Aos 67 anos, pretende continuar votando. “Vou continuar defendendo a democracia enquanto vida eu tiver”, declarou.
João Carlos Barizon, de 69 anos, foi à seção acompanhado do neto. Ele espera que o vencedor trabalhe pelo país, independentemente de ter sido o candidato escolhido por ele. Ao ser questionado se continuará votando quando o voto for facultativo, respondeu: “Se eu estiver vivo, sim. A gente vota”.
A servidora pública Daniele Cavalcante, de 44 anos, também levou o filho para acompanhar o dia de votação. Ela disse que quer ensinar à criança a importância de participar da escolha dos representantes. Daniele afirmou que, caso seus candidatos sejam eleitos, eles devem cumprir as promessas de campanha e priorizar a população. Para ela, o resultado depende de uma escolha consciente dos eleitores e de governantes que pensem “não só no poder, mas mais no povo”.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Marina Borela/CB/DA Press












