Motorista que passou por cima de materiais de campanha provocou cabos eleitorais, diz coordenador

Alessandro Blesson, membro da campanha de Ricardo Vale (PT), afirma que homem provocou e ofendeu cabos eleitorais antes de atropelar bandeiras eleitorais com carro nessa quarta-feira (23/9)

O coordenador de campanha de Ricardo Vale (PT), Alessandro Blesson, afirma que o homem que passou por cima de materiais de campanha do deputado e candidato à reeleição provocou e ofendeu cabos eleitorais que participavam do ato, na Asa Sul. “Chegou me provocando, xingando, dizendo que tínhamos que tirar porque aquilo estava poluindo o verde do retorno”, diz.

De acordo com o coordenador, o homem teria se aproximado do ato de campanha de bicicleta e pedido que que o material fosse retirado. “Falei para ele que, infelizmente, não tinha como tirar, porque tínhamos atividades pela manhã e à tarde. E aí ele se sentiu ofendido e disse que, ‘se vocês não vão tirar, eu vou tirar do meu jeito’”, afirma. “Saiu, pegou o carro, porque mora na quadra, e saiu atropelando e fazendo esse estrago todo.”

O candidato Ricardo Vale (PT) classificou o ato como “intolerância política” e afirmou que isso “não pode ser tolerado”. “Somos um país democrático, e as pessoas têm que respeitar todos os candidatos e candidaturas”, diz. “Vamos até as últimas consequências para que a pessoa que fez isso seja punida.”

Na manhã dessa quarta-feira (23/9), o motorista de um Fiat Strada branco atropelou materiais de campanha de Ricardo Vale e duas placas de sinalização na rotatória da quadra 216, na Asa Sul. Com o impacto, pedaços do carro, como a placa de identificação e partes do para-choque, ficaram espalhados pelo local. 

Consultas ao registro veicular apontam que o carro está registrado em nome de Tarcísio Manoel da Rocha, servidor público efetivo da Câmara dos Deputados desde 1993 – o que não significa, no entanto, que ele dirigia o veículo no momento.

Procurado, Tarcísio demonstrou surpresa ao ser informado sobre o ocorrido e negou ter conhecimento prévio do episódio. “Ai meu Deus. Não, eu não estou sabendo, não”, reagiu o servidor ao saber que a placa de seu veículo havia sido encontrada no local. Questionado sobre quem estaria conduzindo a Fiat Strada branca, ele preferiu não dar detalhes e encerrou o contato afirmando que iria apurar os fatos: “Olha, vou verificar o que aconteceu. Eu não vou me pronunciar. Vou procurar ver o que aconteceu”.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 1ª Delegacia da Asa Sul, informou que o autor foi identificado e será ouvido e que os fatos continuam em apuração.

*Estagiária sob supervisão de Tharsila Prates

Fonte Correio Braziliense
Foto:  Júlia Costa/CB/D.A Press