A pesquisa Correio/Opinião Inteligência Política, divulgada ontem, apontou que 48,2% dos brasilienses ainda não sabem em quem votar nas eleições de 2026 para ocupar uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Além disso, o levantamento espontâneo para deputado distrital indicou que 9,5% dos ouvidos não votarão em nenhum dos candidatos, seja anulando o voto ou seja votando em branco. Entre os candidatos citados, Jaqueline Silva (MDB) apareceu empatada em primeiro lugar com Chico Vigilante (PT), com 2,1%, seguidos por Joaquim Roriz Neto (PL), com 1,8%. Todos eles disputam a reeleição.
Jaqueline Silva afirmou que o resultado da pesquisa traz felicidade, pois é o reconhecimento de seu trabalho, mas ressaltou que, no período eleitoral, tudo pode mudar. “Estamos no caminho certo, mas são indicadores. Estamos em um processo eleitoral dinâmico, com grandes nomes”, afirmou. A candidata destacou que seguirá trabalhando para ampliar a segurança dos eleitores em sua candidatura. “Buscaremos amplificar o diálogo e a nossa divulgação, apresentando os resultados alcançados à população”, ressaltou.
Chico Vigilante (PT) comemorou a permanência entre os candidatos mais citados na segunda e na terceira rodadas da pesquisa — passando de 1,7% para 2,1%. “A receptividade dos eleitores tem sido boa e tenho sentido esse resultado nas ruas, o que nos traz ainda mais responsabilidade. Diante de um momento no qual as pessoas desacreditam tanto da política, é muito positivo termos alguém que consegue sobreviver a isso e ainda contar com o apoio da população”, contou o distrital, que está em seu quinto mandato na CLDF.
O candidato do PL, Joaquim Roriz Neto, celebrou o crescimento de 0,8% em relação à última rodada da pesquisa e disse receber o resultado com muita alegria e gratidão. “Recebo cada demonstração de confiança com muita responsabilidade e sigo ainda mais disposto a ouvir, trabalhar e defender pautas primordiais para o Distrito Federal, como moradia digna, mais oportunidades para os jovens e o combate à fome”, afirmou. “Precisamos garantir o apoio social aos mais vulneráveis, mas também fortalecer a educação e a geração de empregos. Essa é a forma de vencermos a pobreza e combatermos a desigualdade. Esse desempenho na pesquisa mostra que a população concorda com essas bandeiras”, completou o candidato.
Apontado na pesquisa com 1,4% das intenções de voto, em sexto lugar, Max Maciel (PSol) celebrou o resultado da pesquisa e afirmou que seguirá sua campanha eleitoral focada na reeleição. “Seguimos acreditando que é mais do que possível manter nosso mandato combativo e popular. Ficamos felizes em pontuar. Isso demonstra que o trabalho nos últimos anos surtiu efeito. Seguiremos focados em construir nossa campanha e ganhar votos para a continuidade do nosso projeto”, destacou.
Além das intenções
Diante do expressivo contingente de indecisos na disputa proporcional (48,2%), o cientista político e consultor Henrique Hellas, da Continuum Private, orientou que a pesquisa deve ser interpretada como um ponto de partida, e não como uma ordem de chegada predefinida. “Estamos falando de um levantamento espontâneo no qual quase metade do eleitorado ainda não definiu um nome. O correto é enxergar um grupo de candidatos mais lembrados e com presença política consolidada”, explicou.
Hellas detalhou que os desafios táticos nesta reta final variam conforme a posição do candidato na memória do eleitorado. “Quem está no topo da lembrança precisa evitar a dispersão do voto, reforçando uma identidade política clara, para que o eleitor associe rapidamente o nome a uma pauta específica”, orientou. Para quem está atrás, a possibilidade de crescimento é grande, “visto que metade da população ainda busca uma opção”, acrescentou.
“A eleição distrital não depende apenas do desempenho individual. A composição de chapa, a distribuição interna de votos e a força do partido interferem diretamente na conquista das vagas. Faltando um mês para o pleito, a pesquisa mostra que existe um bloco competitivo, mas sem qualquer posição consolidada”, reforçou Hellas.
Pesquisa
O levantamento foi feito entre 29 e 31 de agosto e tem margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiança. Foram consultados 1.121 moradores de 31 regiões administrativas do Distrito Federal. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob onúmero DF-04936/2026.
Fonte Correio Braziliense
Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press












