A Federação União Progressista, que une os partidos União Brasil e Progressistas, oficializou, ontem, a candidatura de Celina Leão (PP) à reeleição ao Governo do Distrito Federal. Realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, o evento reuniu milhares de apoiadores, filiados e lideranças políticas em um ambiente marcado por muitas bandeiras, gritos de apoio, tambores e clima de celebração e que lotou as áreas interna e externa, provocando grande movimentação de pessoas e retenções no trânsito nas vias de acesso ao local. O domingo teve, ainda, as convenções do Solidariedade/PRD e do PL, que também oficializou Michelle Bolsonaro (PL) como candidata ao Senado.
Pela manhã, antes do discurso de Celina, os pais dela, Abraão Antonio e Maria Célia, subiram ao palco e rezaram um Pai Nosso, acompanhados de lideranças de diferentes partidos que integram a base da candidatura, como o candidato a vice-governador Gustavo Rocha (Republicanos), a senadora Damares Alves (Republicanos), a candidata ao Senado Bia Kicis (PL), os deputados distritais Jane Klebia (Republicanos), Jorge Vianna (DEM) e Pepa (PP) e os deputados federais Fred Linhares (Republicanos) e Rafael Prudente (MDB).
Celina Leão destacou ações executadas durante a gestão que assumiu em março, após a renúncia de Ibaneis Rocha (MDB), e afirmou que pretende ampliar os projetos, caso seja reeleita. Entre as iniciativas citadas estão as medidas voltadas às pessoas em situação de rua, o equilíbrio das contas públicas, investimentos na saúde e programas sociais.
“Estamos enfrentando a questão das pessoas em situação de rua com acolhimento, e não com higienização social. Estamos acolhendo as pessoas, atendendo e cuidando delas. Recuperamos as finanças do DF, cortamos gastos, cancelamos o aniversário de Brasília para focar na saúde, que é o que o povo do DF precisa, e lançamos programas importantes, como o GDF na Sua Porta, sendo realizadas 11 edições, e contratamos 20 mil cirurgias no privado e 200 mil consultas, também no privado”, destacou.
Se eleita, a candidata prometeu continuar os trabalhos que começou nos quatro meses como governadora do DF. “Acreditamos na força do trabalho. Eu criei duas cidades (26 de Setembro e Ponte Alta), cuidamos do BRB e iremos continuar todas essas entregas para a população. Levamos energia elétrica, água e asfalto para essas duas regiões, que não tinham o devido atendimento”, discursou.
Chapa feminina
Celina afirmou, no entanto, que há muito a ser feito. Projetando o próximo mandato, ela assegurou que o trabalho irá continuar. “O governo só serve para cuidar de quem mais precisa. Vamos entregar uma meta muito maior, levando mais atendimento, mais acolhimento e cuidando de verdade da cidade”, pontuou.
Com uma chapa formada majoritariamente por mulheres, o apoio feminino foi um dos principais temas tratados pela candidata à reeleição. A aliança é composta pelas candidatas ao Senado Bia Kicis (PL) e por Michelle Bolsonaro (PL) — que não participou das convenções de Celina e dela própria, à noite, pois foi internada, no último sábado, para investigar enxaquecas que vem sofrendo. Michelle tinha previsão de alta médica ontem mesmo e foi representada na convenção do PL pelo irmão Diego.
Ele leu uma mensagem escrita por Michelle aos presentes: “Há mais de 10 dias eu enfrentava uma forte crise de enxaqueca. Meu corpo pediu que eu parasse, mas o meu compromisso com vocês não parou. Eu não poderia deixar este dia passar em silêncio. Hoje começa uma caminhada para devolver esperança e futuro ao nosso povo. Sou de Ceilândia. Meu lar respira política, e meu Galego [Jair Bolsonaro] é a maior liderança da direita brasileira. Foi assim que entendi que a política não é algo distante. Ela entra na casa da gente. Nas mãos de pessoas de bem, transforma. Como primeira-dama, tive uma missão e um propósito. E, ao cumpri-los, descobri que a boa política tem o poder de mudar vidas”.
Com a ausência de Michelle, Celina comentou que a candidata ao Senado se deparou com dúvidas antes da decisão de concorrer nestas eleições. “Quero agradecer a Michelle, porque ela tinha muitas dúvidas sobre entrar ou não na corrida eleitoral. Mas a responsabilidade dela não é só com o Distrito Federal, é com o Brasil”, ressaltou Celina, que afirmou que a campanha terá características diferentes das disputas anteriores. “Vai ser uma campanha onde ela (Michelle) não vai poder estar muito presente, mas vamos trabalhar e é isso que realmente faz a diferença para o eleitor.”
O candidato a vice-governador do Distrito Federal, Gustavo Rocha, afirmou que é uma honra estar do lado de Celina disputando o GDF. “Você sabe o tanto que eu te admiro, isso eu já falei várias vezes. Antes mesmo de pensar em concorrer, eu falava que ela seria a maior governadora do DF”, disse Rocha. O parceiro de chapa ressaltou a forma de governo da aliada. “Em tão pouco tempo, você já fez tanta coisa, imagina o que você vai fazer em quatro anos”, acrescentou.
Desafios
Em entrevista e também em seu discurso, Celina voltou a defender a condução das negociações envolvendo o Banco de Brasília (BRB). Segundo ela, o acordo está praticamente concluído e depende apenas da assinatura final. A candidata criticou adversários que, segundo ela, utilizam o tema politicamente. “Os meus adversários são tão irresponsáveis que eles fazem campanha contra a nossa cidade. Eles não imaginam o que seria uma liquidação de um banco como esse”, afirmou.
Ela explicou que o processo está na fase final de documentação conduzida pelo Banco do Brasil. “O BRB está em fase de recuperação, só falta apenas a assinatura do acordo que firmamos no Supremo. Estamos um pouco mais devagar porque quem comanda é o Banco do Brasil, que está terminando de pegar a documentação de todos os bancos N1 que vão participar do consórcio”, esclareceu.
Ainda sobre o assunto, Celina afirmou que a oposição não apresentou alternativas para o banco. “Os adversários não trazem proposta e são irresponsáveis, porque eles não amam Brasília. Nenhum deles trouxe uma proposta ou uma solução. Quem está resolvendo sou eu”, declarou.
Sem mencionar diretamente outros concorrentes ao Palácio do Buriti, a candidata também fez críticas indiretas durante o evento ao afirmar que sua coligação representa uma chapa “limpa”. “A nossa chapa não luta pela elegibilidade, é uma chapa limpa. É uma união que me orgulha muito”, disse.
Solidariedade
Em convenção partidária para confirmar os candidatos a deputado federal e a deputado distrital dos partidos Solidariedade e Partido Renovação Democrática (PRD), apoiadores se reuniram na sede do Solidariedade, ontem, para prestigiar os candidatos. Um dos destaques do evento foi a presença do ex-senador Reguffe. A candidatura dele pelo Solidariedade ainda está em aberto.
Segundo o vice-presidente nacional do partido, o ex-senador ainda não tomou a decisão de para qual cargo irá concorrer, e o Solidariedade o apoiará em qualquer um deles. Em entrevista, Reguffe destacou que espera que seja um novo momento na política do Brasil e deseja dar sua contribuição para isso. “Eu estarei na eleição ou como candidato ou apoiando pessoas que eu acho que possam fazer a transformação que gostaria de ver como cidadão”, afirmou. Reguffe foi eleito deputado distrital em 2006 e, quatro anos depois, tornou-se deputado federal. Em 2014, foi senador pelo DF.
A candidata a governadora do Distrito Federal pelo PSDB, Paula Belmonte, também estava presente no evento. Belmonte aproveitou a oportunidade para falar um pouco sobre suas propostas e sobre sua visão da política do Distrito Federal. “É muito triste estarmos no ano de 2026 vendo que a ética saiu de moda. Combate à corrupção são poucas as pessoas que gostam de falar. Coerência são poucas as pessoas que têm. Estamos juntos para construir um governo novo para o Distrito Federal”, afirmou.
Convenções partidárias
Realizadas
» PV (23 de julho)
»PCdoB (30 de julho)-
Federação PSol-Rede (25 de julho)
» Novo (31 de julho)
» Republicanos (30 de julho)
» Podemos (1º de agosto)
» MDB (1º de agosto)
» PSD+Avante (1º de agosto)
» PSTU (1º de agosto)
» União Brasil e Progressistas (2 de agosto)
» Solidariedade (2 de agosto)
» PRD (2 de agosto)
» PL (1º e 2 de agosto)
A realizar
» PSB (3 de agosto)
» PDT (4 de agosto)
» Federação Brasil da
Esperança no DF (PT, PV e PCdoB) (4 de agosto)
» PSDB (4 de agosto)
» Mobiliza (4 de agosto)
Convenções partidárias
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» PV (23 de julho)
»PCdoB (30 de julho)-
Federação PSol-Rede (25 de julho)
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» Podemos (1º de agosto)
» MDB (1º de agosto)
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» PSTU (1º de agosto)
» União Brasil e Progressistas (2 de agosto)
» Solidariedade (2 de agosto)
» PRD (2 de agosto)
» PL (1º e 2 de agosto)
A realizar
» PSB (3 de agosto)
» PDT (4 de agosto)
» Federação Brasil da
Esperança no DF (PT, PV e PCdoB) (4 de agosto)
» PSDB (4 de agosto)
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Fonte Correio Braziliense
Foto: Luh Fiuza/Dilvugação











