A Arquidiocese de Brasília emitiu uma nota pastoral para alertar os fiéis sobre a situação da Capela Santo Atanásio, localizada em Ceilândia, e do padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa. No documento, assinado pelo arcebispo metropolitano de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, a Igreja afirma que o sacerdote aderiu à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) e esclarece que ele e os demais ministros da entidade se encontram em situação de cisma e excomunhão após decisões recentes da Santa Sé.
A manifestação foi publicada após o Dicastério para a Doutrina da Fé divulgar, em 2 de julho, um decreto e uma nota explicativa sobre as consequências canônicas das ordenações episcopais realizadas pela FSSPX sem autorização do papa. Segundo a Arquidiocese, o padre Françoá “considera-se aderente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X” desde abril de 2025 e a situação dele passou a ser “de cisma e excomunhão, bem como a de todos os ministros sagrados da Fraternidade”.
A nota acrescenta que os atos ministeriais do sacerdote são considerados ilícitos. Quanto aos sacramentos, “a absolvição administrada ou o Matrimônio assistido por ele são considerados nulos, inválidos”. No Facebook, o próprio padre apresenta o espaço religioso como a “Capela Santo Atanásio, uma comunidade vinculada à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, aqui, na Ceilândia/DF/Brasília. Viva Cristo Rei”. A referência evidencia a ligação da comunidade com a FSSPX.
O comunicado também faz um alerta direto aos fiéis que frequentam regularmente ou exclusivamente atividades promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Conforme a Arquidiocese, aqueles que aderem formalmente à entidade e compartilham “suas razões de ruptura” e a “rejeição prática da submissão ao Romano Pontífice e aos Bispos em comunhão com ele” também são considerados “cismáticos e excomungados”.
Segundo o documento, as celebrações, atividades pastorais e ações de formação promovidas na Capela Santo Atanásio são classificadas como irregulares, “por não se exercerem em comunhão com o Romano Pontífice nem com o Arcebispo Metropolitano de Brasília”. A Arquidiocese orienta que esses eventos “devem ser terminantemente evitados pelos fiéis”, sob o argumento de que representam “grave risco de gradual aderência ao mesmo cisma e excomunhão”.
Ao final da nota, o cardeal Paulo Cezar Costa exorta os católicos a permanecerem em comunhão com o papa, o colégio episcopal e a Arquidiocese de Brasília, além de aderirem ao “Magistério vivo da Igreja”. O arcebispo também pede que os fiéis evitem “quaisquer contextos ou ambientes em que se proponha, implícita ou explicitamente, a ruptura prática da unidade e da comunhão” como condição para uma suposta fidelidade mais perfeita à Igreja.
Fonte Correio Braziliense
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