Trabalho doméstico informal cresce no DF em 2026

Pesquisa do IBGE aponta aumento da ocupação no Distrito Federal, mas mostra avanço do trabalho doméstico sem carteira assinada

O número de trabalhadores domésticos sem carteira assinada aumentou no Distrito Federal no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta quinta-feira (14/5). O levantamento mostra que, embora o mercado de trabalho tenha registrado crescimento na ocupação e queda no desemprego, a informalidade ainda segue presente, principalmente entre empregados domésticos.

No primeiro trimestre deste ano, o DF contabilizou 93 mil trabalhadores domésticos. Desse total, 62 mil atuavam sem carteira de trabalho assinada, o equivalente a 66,7% da categoria. O contingente representa crescimento de 23,1% em relação ao trimestre anterior e alta de 34,2% na comparação com o mesmo período de 2025. Já o número de trabalhadores domésticos com carteira assinada foi estimado em 31 mil pessoas, correspondendo a 33,3% do total da categoria.

Ocupação cresce na capital federal

A pesquisa aponta que o Distrito Federal tinha 1,56 milhão de pessoas ocupadas no primeiro trimestre de 2026. O resultado representa aumento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas empregadas entre a população com 14 anos ou mais, foi estimado em 62,4%.

Entre os grupos de trabalhadores, o maior contingente era de empregados do setor privado, com 776 mil pessoas, o equivalente a 49,6% dos ocupados. Em seguida aparecem os empregados do setor público, com 361 mil trabalhadores, e os profissionais por conta própria, com 262 mil.

O setor público apresentou um dos maiores crescimentos do período. O número de empregados aumentou 23,7% na comparação anual. Entre os trabalhadores do setor privado, 582 mil tinham carteira assinada, o que corresponde a 75% do total.

Apesar do crescimento da ocupação, o levantamento mostra que a informalidade ainda representa parcela importante do mercado de trabalho no DF.

A taxa de informalidade foi estimada em 28,1% da população ocupada, o equivalente a 439 mil trabalhadores. O índice é o segundo menor entre as unidades da Federação, atrás apenas de Santa Catarina, que registrou taxa de 25,4%.

Entre os trabalhadores informais do DF, o maior grupo era formado por empregados do setor privado sem carteira assinada, somando 195 mil pessoas. Em seguida aparecem os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, com 169 mil.

A pesquisa também aponta que, entre os 262 mil trabalhadores autônomos, a maioria atuava sem registro empresarial. Segundo o IBGE, 64,5% dos profissionais por conta própria não possuíam CNPJ.

O maior número de trabalhadores do DF estava concentrado nas áreas de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais. O grupamento reuniu 459 mil pessoas ocupadas.

Por Gazeta do DF
Fonte Correio Braziliense
Foto: Flow