Segurança: ocorrências no carnaval do DF caíram cerca de 16% neste ano

Monitoramento por drones e o uso de reconhecimento facial foram os pilares da atuação da segurança pública, que realizou mais de 1,5 milhão de revistas durante o carnaval. Foram apreendidas 459 armas brancas e uma de fogo

Em coletiva realizada na Quarta-feira de Cinzas, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) apresentou o balanço do feriado. O monitoramento por drones e o uso de reconhecimento facial foram os pilares da Operação Carnaval 2026, que registrou uma queda de 15,8% nas ocorrências criminais em relação ao ano passado, passando de 337 para 291. No total, as forças de segurança realizaram o controle de mais de 1,5 milhão de pessoas nos acessos aos blocos e estações de transporte.

As revistas resultaram na apreensão de 459 armas brancas e uma de fogo. “O planejamento integrado foi o que permitiu um ambiente de tranquilidade. Esse engajamento coletivo inibe o crime e fortalece a confiança da população”, afirmou o secretário de Segurança, Sandro Avelar.

A Polícia Civil do DF (PCDF) registrou 291 ocorrências, sendo 70% referentes a furtos de celulares. O delegado-geral da PCDF, José Werick, destacou a eficácia da investigação. “Brasília mostra que é possível realizar um grande evento com segurança. Aplicamos protocolos de rastreamento que permitem identificar autores e devolver aparelhos aos proprietários”.

Uma das inovações citadas pela comandante-geral da Polícia Militar do DF (PMDF), Ana Paula Habka, foi a revista de saída, onde foliões comprovavam a posse de celulares. “A presença ostensiva e o uso de tecnologia, como os drones, deram ao comando a visão em tempo real necessária para deslocar o efetivo onde havia maior concentração de público”, explicou.

O Departamento de Trânsito (Detran-DF) realizou 2.655 abordagens, com 133 autuações por alcoolemia, e não registrou mortes durante o período. “A população está mais consciente de que bebida e direção não combinam. Esse é o maior ganho”, pontuou o diretor-adjunto, Hugo Figueiredo.

Já o Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) mobilizou 1.019 militares, sendo que 46% dos atendimentos foram motivados pelo excesso de álcool. “Atuamos com pronta resposta para assegurar que a celebração ocorresse sem incidentes graves”, ressaltou o coronel Moisés Barcelos, comandante-geral da corporação.

Na esfera administrativa e de proteção, a DF Legal realizou 2 mil abordagens a ambulantes, enquanto a Vara da Infância e da Juventude (VIJ) orientou 216 estabelecimentos sobre a venda de álcool a menores. “É gratificante ver a conscientização dos ambulantes e conseguir proteger adolescentes em situação de risco”, concluiu Ana Luísa Müller, supervisora da VIJ.

SLU recolhe 29 toneladas de lixo

A operação de limpeza da folia mobilizou 1,2 mil profissionais do Serviço de Limpeza Urbana do DF (SLU) em três turnos, resultando no recolhimento de 29 toneladas de resíduos — volume que quase dobrou em relação às 15 toneladas registradas em 2025. Segundo o subdiretor de Limpeza Urbana, Everaldo Araújo, a estratégia de ação imediata após o encerramento dos blocos garantiu que a capital amanhecesse limpa já na Quarta-feira de Cinzas. “Nossas equipes entravam de forma rápida e efetiva para entregar os locais em ordem no dia seguinte; o material coletado agora segue para cooperativas, reforçando a renda dos recicladores”, explicou.

O aumento expressivo no descarte de lixo é atribuído à maior concentração de público. Para Araújo, o balanço reflete a organização do evento e a tranquilidade dos foliões durante os dias de festa. “O tempo ajudou, o ‘Vai de Graça’ também, e a segurança foi fundamental para que a população participasse em massa”, destacou o subdiretor.

Por Gazeta do DF
Fonte Correio Braziliense
Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press