A família da jovem de 23 anos encontrada morta dentro de casa, na manhã desta terça-feira (17/2), no Recanto das Emas, afirmou que o relacionamento dela era marcado por agressões constantes. O caso é investigado como feminicídio, e os parentes dizem não acreditar na hipótese de autoextermínio.
Um dos tios da vítima, que não quis se identificar, contou que as brigas eram recorrentes e que a própria mãe da jovem relatava os conflitos à família.
O relacionamento teria durado entre um e dois anos. De acordo com o tio, as discussões se tornaram tão frequentes que acabaram sendo naturalizadas. “Virou costume já, estava tão grande que ninguém nem comentava mais. Até quando ela falava ‘mãe, ele me bateu’, ela já não passava mais pra família, porque virou vício”, relatou.
O familiar afirmou que a jovem não tinha antecedentes e não fazia uso de drogas. “Ela não tinha nenhuma passagem. Ela não usava droga. Ela tinha um comportamento de uma cidadã, que infelizmente se apaixonou por um cara agressivo que lhe batia. Então terminou acontecendo isso”, declarou o tio.
Segundo ele, os parentes tentaram alertá-la diversas vezes. “A família alertou, pediu pra ela repensar, procurar ter a vida dela. Que era uma menina bonita, uma menina direita”, lamentou.
O tio também mencionou um episódio de agressão considerado mais grave entre eles. “A gente recebeu uma foto dela dizendo que ele havia deslocado o maxilar dela”, contou.
O parente ainda descartou a possibilidade de um autoextermínio da jovem. “Eu não acredito que ela fosse tirar a vida dela. Pela forma que a gente chegou lá e viu o corpo, a gente não acredita. Vimos que ela estava machucada e a própria polícia confirmou isso”, declarou o parente.
O companheiro da vítima foi conduzido à 27ª Delegacia de Polícia (Recanto das Emas) para prestar esclarecimentos. A perícia técnica foi acionada para determinar a causa exata do óbito e confirmar se houve crime de feminicídio. O caso segue sob apuração das autoridades competentes.
Onde pedir ajuda?
» Ligue 190: Polícia Militar (PMDF)
» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)
» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.
Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):
» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)
» Ligue 197: Polícia Civil (PCDF)
» Ligue 180: Central de Atendimento à Mulher (Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres). Por esse canal, também podem ser feitas denúncias de forma anônima, 24 horas por dia, todos os dias.
Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deam):
» Deam 1: EQS 204/205, Asa Sul (atende todo o DF, exceto Ceilândia)
» Deam 2: St. M QNM 2, Ceilândia (atende Ceilândia)
» Ouvidoria das Mulheres (Conselho Nacional do Ministério Público): para encaminhamento de denúncias diretamente ao Ministério Público.
WhatsApp: (61) 9366-9229
Telefones: (61) 3315-9467 / 3315-9468
» Ouvidoria Nacional da Mulher (Conselho Nacional de Justiça): para questões e denúncias sobre o andamento de processos judiciais.
Telefone: (61) 2326-461
Por Gazeta do DF
Fonte Correio Braziliense
Foto: Minervino Júnior/CB/D.A Press













